<body> <div class = 'arrbames'><script language="JavaScript" src="http://www.ig.com.br/paginas/home/barra/v8/igbarra.js"></script></div> *�* Templo das Sombras *�*

17/05/2008 22:48

Capítulo 50

"Serenna está morta", dizia mentalmente Harmonny, abrindo a porta do quarto onde Drew estava preso.
"O quê?! Quer dizer... De verdade?"
"É claro que não, seu tolo. Ela é mais esperta que você e me ouviu, escolheu a morte espiritual e agora sua alma vaga em meio ao nada. Se você escolher essa morte, terá alguma chance de se encontrar com ela, onde quer que ela esteja!"
"Não se se posso confiar em você, Harmonny. Mas as duas pessoas mais importantes para mim nesse mundo estão mortas, e eu não posso fazer nada a não ser morrer com elas..."
"... E reviver com elas também."
"Assim seja".
Harmonny bloqueou a própria mente novamente, sentindo a gélida presença de Tundra:
- Posso arrancar suas asas agora, queridinho?
- Poderia optar pela morte espiritual, por favor? - Pediu Drew, tentando ao máximo diminuir o próprio ego.
- Tem medo de sentir dor?
Drew não respondeu. Achou que isso seria mais convincente do que dizer "sou vaidoso demais para perder as asas", ou então um simples "sim". O silêncio de Drew fez brotar um monstruoso sorriso em Tundra, que tinha os olhos esbugalhados. Era aterrorizante ver alguém de tamanha beleza ficar tão demoníaca, seu rosto delicado dava lugar á um sorriso que deixava sua boca, inicialmente delicada, maior do que qualquer boca comum. Seus dentes afiados brilhavam e seus olhos quase saltavam das órbitas. Tundra tinha prazer em assustar o Anjo com aparência tão horrenda.
"Acredite: ela ainda está bonita", comunicava Harmonny, para o desgosto de Drew.
- Vamos deixar isso mais divertido. Harmonny! - A Anjo aproximou-se prontamente, exibindo as torturadas asas negras. Pouco se importando com seus gritos de dor, Tundra arrancou-lhe um punhado generoso de penas que jamais iriam se recompor. Sim, porque as penas tiradas das asas de um Anjo nunca vão nascer de novo, e quando não sobrar uma única pena, o Anjo perderá completamente sua alma, morrendo. Esse era o destino de Harmonny, que ela aceitava calada, dócil.
Apertando as muitas penas e enxarcando-as com magia negra, Tundra transformou-a numa faca digna de um açougueiro habilidoso. O sorriso da Ninfa Demônio se alargou ainda mais, seus olhos ficaram ainda mais esbugalhados e suas unhas cresciam rapidamente. Com o facão em punhos, Tundra correu até Drew, enterrando de uma vez o facão em sua mente. Os olhos do Anjo perderam a cor e o foco. Com a boca semi aberta, Drew tombou sem vida no chão frio.
Harmonny tapou a boca com as mãos, nunca imaginou que viveria para a ver a morte de um Anjo tão habilidoso quanto ele. Mas ela tinha de ser firme no pensamento de que aquelas mortes eram temporárias. As asas da Anjo ardiam violentamente, estavam horríveis e defeituosas, era muito doloroso voar e muito humilhante exibi-las. Harmonny sabia que logo chegaria a sua vez de morrer, e não seria uma morte temporária.
===
Em algum lugar no meio do nada, Drew -ou melhor- a alma de Drew caía violentamente, levantando poeira no chão branco. Instantes depois, recuperado do baque, Drew percebeu que tudo por lá era branco e infinito, sem dúvida, era a melhor definição do "nada" que alguém poderia conseguir.
- OLÁ! - O grito do Anjo ecoou infinitamente. Poderiam se passar dias até que Serenna ou Ylua o escutassem. Sem querer perder tempo, Drew liberou as asas que, em meio a tanto branco, mal podiam ser vistas.
- Que saudades do céu azul da Terra... - Suspirou o Anjo, levantando vôo.
===
Em algum outro lugar em meio ao nada, Serenna caminhava desinteressada, afinal, o que poderia ser interessante em meio ao nada? Eu digo o que poderia ser interessante:
- Serenna?
A jovem virou-se rapidamente:
- Quem é você? Onde está? Apareça! - Ela procurava em todos os cantos, mas não via ninguém. Até que, pega completamente de surpresa, a jovem foi abraçada com força:
- Serenna! Não acredito que é você! Pensei que nunca mais fosse te ver!
- Mas que diabos... MEU DEUS!!! - Tentando se soltar agressivamente, Serenna só percebeu depois que conhecia aquela voz tranquila muito bem. Ela não se preocupou em guardar o grito quando viu aquela figura alta, de ombros largos, vestindo-se como um nobre. De olhos profundos, orelhas pontudas, cabelos castanhos em uma trança presa por uma fita de seda negra, um pouco abaixo dos ombros e, algo que ela jamais poderia esqueçer: o sorriso doce de Frederick.
Assustada, a jovem deixou-se cair para trás:
- Você... O que está fazendo aqui?... A Kennedy... Ela te matou, eu vi!
- Na verdade... Eu não sei bem o que estou fazendo aqui. Só sei que depois que Kennedy me atacou, eu vim para cá.
- Isso aqui é o Purgatório? - Perguntou Serenna, preocupada.
- Acho difícil. Se fosse o Purgatório, estariam inúmeras pessoas aqui, aguardando a sentença final... Imagino que essa seja uma prisão mental ilimitada.
- Por que você acha isso? - Serenna mal acreditava que estava falando com o Elfo, e ele falava com tanta normalidade... Deveria estar ali há muito tempo para estar tão acostumado.
- Quer uma xícara de chá?
- O quê?!
- Chá. Uma xícara de chá, ajuda a acalmar depois que chega. - Frederick só poderia estar louco. Ele movimentava as mãos como se realmente estivesse bebendo chá, mas não segurava nada.
- Vamos Serenna... Não pode ver nada se estiver de olhos fechados. - Falava Frederick, como quem tenta ensinar um cachorro a sentar.
Serenna piscou uma, duas vezes e viu: uma bonita xícara branca com detalhes em dourado e um chá de camomila que pingava no chão.
Sentindo-se como Alice, em seu mundo de devaneios, ela perguntou:
- Como fez isso?
- Imaginando. Esse lugar é bizarro, é só o que tenho a dizer. Já leu "Alice no País das Maravilhas"? É um dos únicos livros humanos que já li, e devo admitir, é bem parecido com a nossa "realidade" nesse momento. Agora, se quiser chá ou bolo... Ou qualquer outra coisa, basta imaginar e se servir.
Frederick apontou para o nada. De repente, o "nada" deu lugar á uma bonita mesa de mármore, cheia de bolos, doces, salgados e alimentos em geral.
- Me perdoe. - Disse Frederick, estendendo uma xícara á Serenna. - Acabei incorporando demais o "Chapeleiro Louco", não acha?
Serenna só fez confirmar com a cabeça. Estava tão feliz por ver seu querido Frederick, mas tão confusa... Que raio de lugar era aquele?
- Frederick... Onde estamos?
- Ah! Que descuido meu... Eu chamei esse lugar de "Nada", não encontrei nome melhor, mas se pensar em algum, me avise!
- Você viu Ylua e Drew por aqui? Eles devem estar aqui também.
- Ah sim... Vi Ylua tem bastante tempo, o tempo corre de forma estranha aqui, então não posso dizer quanto tempo faz, exatamente. Mas quando a vi, ela estava em um lago, montada num cisne... Sem dúvida, Ylua tem uma bonita imaginação de criança, é por isso que gosto tanto dela. Agora, sobre Drew... Eu não me lembro de tê-lo visto, mas se ele estiver aqui, com certeza o encontraremos!
- E não dá pra imaginar um lugar menos branco?
- Daí teríamos que pensar em outro nome. Mas sem brincadeiras, eu tentei e não consegui, esse lugar é infinitamente grande, não dá pra cobrir tudo de outra cor... Mas se passarmos por um lugar levemente azulado, saberei que foi o primeiro lugar onde estive.
- Eu vou enloquecer... Tem certeza que está com a mente, bem... Sã?
O sorriso de Frederick deu lugar á face séria de que Serenna se lembrava com tanto carinho.
- Escute, Serenna: esse lugar nos afeta profundamente. Aquele que tentar se manter são em um lugar como o Nada, certamente ficará louco. Só sendo louco para se manter são. E eu espero que Drew entenda isso antes que ele enlouqueça, mas como eu não confio em seu amigo Anjo, é melhor iniciarmos nossa busca.
Embora Serenna estivesse tão confusa, ela sentia-se segura com a presença de Frederick, que tanto lembrava o Chapeleiro. E Drew e Ylua? Seriam eles o Coelho e o Gato? Talvez o Conselheiro com seu relógio e a Dama de Copas? Quem sabe... Só lembrem-se de se manterem loucos enquanto permanecerem conosco no Nada, é a única garantia de que estão realmente sãos. Escolham seus personagens e boa sorte.


enviada por ºMaah!º






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Nome: Marcela
Idade: 14
Cidade: Uma ai
Signo: Peixes
Cor: Um monte
Coisas que adoro: M�sica, ler, escrever, meus amigos, ver TV, etc.h
Coisas que odeio: Mentira, falsidade, gente chata, crise de criatividade, etc.

A Hist�ria

Sinopse da historia. O Templo das Sombras � o lar de todos os Anjos, tanto bons quanto maus. Ele fica acima do Sol e da Lua, mas nunca acima das estrelas. Pois � observando as estrelas que Drew, um Anjo de Guerra, descobre que um mau antigo est� para ser libertado e que toda a exist�ncia corre perigo. Auxiliado por sua aprendiz e fiel seguidora: Ylua, uma Anjo de Cura em treinamento, eles parte para a terra � procura de Serenna: a mortal que, segundo uma antiga profecia, ser� respons�vel por devolver a paz � todos os reinos, Terrestres e Celestiais.

Imagens dos Personagens 1, 2, 3, 4; Preview da Segunda Serie da Historia.

Cap�tulos

Cap. 1, Cap. 2, Cap. 3, Cap. 4, Cap. 5, Cap. 6, Cap. 7, Cap. 8, Cap. 9, Cap. 10, Cap. 11, Cap. 12, Cap. 13, Cap. 14, Cap. 15, Cap. 16, Cap. 17, Cap. 18, Cap. 19, Cap. 20, Cap. 21, Cap. 22, Cap. 23, Cap. 24, Cap. 25, Cap. 26, Cap. 27, Cap. 28, Cap. 29, Cap. 30, Cap. 31, Cap. 32, Cap. 33, Cap. 34, Cap. 35, Cap. 36, Cap. 37, Cap. 38, Cap. 39, Cap. 40, Cap. 41.


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